Estudo Vincula Obesidade A Risco Mais Elevado De Doença Periodontal

Perder o excesso de peso ou manter um peso saudável é importante para sua saúde bucal.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York, em Buffalo, constataram que a obesidade é um fator prognóstico significativo de doença periodontal, independentemente da sua idade, sexo, raça, origem étnica ou história de tabagismo.

Os pesquisadores analisaram dados odontológicos obtidos pelo Terceiro Levantamento do Exame Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES III), uma série de levantamentos periódicos que reúnem altura, peso e outras informações da população dos Estados Unidos. Um total de 12.367 participantes de 20 a 90 anos, sem diabetes, foi analisado; 43% dos indivíduos estavam acima do peso.

Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que a resistência à insulina sirva como mediador na relação entre obesidade e doença periodontal, e que a severidade da doença periodontal aumente proporcionalmente ao aumento da resistência à insulina.

"Pessoas que apresentam índice de massa corporal mais alto produzem citocinas que levam à inflamação sistêmica e à resistência à insulina", afirmou o dr. Robert Genco, vice-reitor da Universidade Estadual de Nova York, Buffalo, e editor do Journal of Periodontology. "Supomos que a estimulação crônica e a secreção de citocinas pró-inflamatórias associadas à infecção periodontal também ocorram, contribuindo para a resistência à insulina, o que pode adicionalmente predispor ao diabetes melito do tipo II".

Para saber mais sobre a doença periodontal e o seu efeito na saúde bucal, visite a página da American Dental Association (artigos em inglês).

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A maior ameaça do trabalho a saúde pode ser sua associação ao câncer bucal. A American Cancer Society relata que:

  • Aproximadamente 90 por cento das pessoas com câncer bucal e na garganta utilizaram tabaco. O risco de desenvolvimento de câncer aumenta conforme as pessoas fumam ou mascam com maior frequência ou por maior tempo.

  • Fumantes possuem seis vezes mais probabilidade do que não fumantes de desenvolverem cânceres.

  • Aproximadamente 37 por cento dos pacientes que continuam a fumar após tratamento de câncer desenvolverão outros cânceres na boca, garganta ou laringe. Somente 6 por cento das pessoas que desistem de fumar irão desenvolver cânceres secundários.

  • Fumantes de tabaco foram associados a cânceres nas bochechas, gengiva e superfície interior dos lábios. O tabaco sem fumaça aumenta o risco de câncer cerca de 50 vezes.