Continue a leitura e entenda mais sobre selante dental, para que serve, como é aplicado e quanto tempo dura nos dentes.
A aplicação de selante dental serve para criar uma fina camada de proteção nas partes do dente que têm sulcos e pequenas “fendas”, onde restos de alimentos e bactérias tendem a se acumular.
Essa camada torna a escovação mais eficiente nessas regiões, que costumam ser mais difíceis de alcançar com a escova.
Segundo diretrizes da American Dental Association (ADA) e da American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD), os selantes ajudam na prevenção de cárie, principalmente em molares de crianças e adolescentes, quando bem indicados e acompanhados pelo dentista.
Ainda assim, o selante dentário não substitui a higiene bucal diária, que inclui escovar os dentes após as refeições e antes de dormir, usar fio dental e cuidar da alimentação.
Os materiais mais usados em selantes dentais incluem resinas odontológicas, ionômero de vidro e versões híbridas. Cada um apresenta características próprias de aderência, resistência, liberação de flúor e tolerância à umidade.
O selante resinoso é um dos tipos mais utilizados. Feito com resinas odontológicas à base de bis-GMA, ele costuma apresentar boa resistência ao desgaste, maior retenção no esmalte e maior durabilidade clínica.
Costuma ser indicado para dentes permanentes e pode ser transparente, esbranquiçado ou levemente pigmentado para facilitar o acompanhamento pelo dentista nas consultas de rotina.
Alguns materiais usados nos selantes dentários podem gerar uma exposição muito baixa ao bisfenol A (BPA) nas primeiras horas após a aplicação.
O BPA é uma substância química usada na fabricação de alguns plásticos e resinas. Ainda assim, de acordo com a American Dental Association (ADA), as evidências disponíveis não indicam preocupação para a saúde nesse nível de exposição.
O selante de ionômero de vidro pode ser uma opção em situações em que o controle de umidade é mais difícil. Esse material também pode liberar flúor gradualmente, o que contribui para a proteção contra cárie.
Costuma ser indicado para dentes parcialmente erupcionados, pacientes com maior risco de cárie ou situações em que o controle de umidade durante a aplicação é mais difícil.
Os materiais híbridos são selantes que combinam características das resinas e do ionômero de vidro, buscando equilibrar boa retenção e resistência mecânica com a liberação gradual de flúor.
Essa associação permite unir a durabilidade das resinas com o efeito protetor adicional do flúor presente nos ionômeros.
A recomendação de selante dental é mais comum na infância, sobretudo quando os dentes permanentes começam a nascer e há maior dificuldade para manter uma escovação eficiente.
Em adolescentes e adultos, esse revestimento também pode ser indicado quando o dentista identifica necessidade de proteção preventiva, inclusive durante o tratamento ortodôntico.
A decisão depende da avaliação odontológica, que leva em conta a condição de cada dente, dos hábitos de higiene e do histórico de saúde bucal de cada pessoa.
Normalmente, a aplicação de selante dental não é indicada quando há:
cárie mais profunda;
necessidade de restauração;
perda significativa de estrutura dental;
dificuldade de controle de umidade durante o procedimento;
maior chance de o material se soltar com facilidade.
Nessas situações, o dentista pode optar por outras alternativas como restauração, monitoramento clínico ou medidas preventivas.
O processo de aplicação do selante é simples, rápido e indolor, realizado em consultório e sem necessidade de anestesia.
O passo a passo costuma seguir esta sequência:
limpeza da superfície do dente;
isolamento para evitar contato com saliva;
aplicação do ácido condicionador;
lavagem e secagem do esmalte;
aplicação do selante líquido na parte usada para mastigar;
fotopolimerização (uso de luz para endurecer o material);
ajuste final da mordida, se necessário.
O tempo total da consulta varia de acordo com a quantidade de dentes tratados e as condições do atendimento, podendo chegar a 20 a 40 minutos quando vários molares são selados na mesma sessão.
Em geral, o selante dental dura de 2 a 5 anos, mas esse período pode variar de uma pessoa para outra.
A durabilidade depende de fatores como o material usado, a qualidade da aplicação, a força da mastigação, os hábitos de higiene bucal e a alimentação.
Com o tempo, o selante pode desgastar, trincar ou se soltar parcialmente. Por isso, as consultas periódicas com o dentista são importantes para avaliar se há necessidade de reparo ou reaplicação.
Embora o selante dental, o flúor e a restauração estejam relacionados à saúde bucal, cada um tem uma função diferente no controle da cárie.
Procedimento | Principal função | Como atua |
Flúor | Ajuda na remineralização e aumenta a resistência dos dentes | |
Restauração | Recuperar o dente danificado | Remove a parte comprometida pela cárie e recompõe a estrutura perdida |
Selante dental | Proteger áreas específicas do dente | Cria uma barreira nas superfícies de mastigação, reduzindo o acúmulo de resíduos |
Mesmo ajudando a proteger áreas mais difíceis de limpar, o selante dental não substitui a rotina de higiene da boca. Hábitos como escovar os dentes regularmente, usar fio dental e manter consultas com o dentista continuam sendo essenciais.
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A durabilidade varia conforme o material, técnica e hábitos do paciente. Fatores como bruxismo, mastigação intensa, higiene inadequada e desgaste natural podem reduzir sua duração, exigindo acompanhamento e possível reaplicação.
Sim. O selante pode desgastar ou se desprender com o tempo. Quando isso ocorre, o dente volta a ficar exposto e pode ser necessária reaplicação. Muitas vezes, a perda não apresenta sintomas, por isso o acompanhamento odontológico é importante.
O valor do selante dental varia conforme a clínica, região e quantidade de dentes tratados. Em alguns casos, pode estar incluso em planos odontológicos ou ser oferecido em programas públicos de prevenção, especialmente para crianças.
Este artigo tem como objetivo informar e difundir o conhecimento sobre tópicos gerais de saúde bucal. Esse conteúdo não deve substituir a orientação, o diagnóstico nem o tratamento profissional. Sempre procure a orientação do seu dentista ou de outro especialista para quaisquer dúvidas que você possa ter com relação à sua condição médica ou ao seu tratamento.
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