Quando há pouca saliva na boca, podem surgir sintomas como desconforto, dificuldade para mastigar ou engolir, mau hálito e maior risco de cáries.
Descubra a seguir quais medicamentos podem causar boca seca e o que fazer para aliviar os sintomas e proteger sua saúde bucal.
O que você vai encontrar neste conteúdo:
Por que alguns remédios causam boca seca
Quais remédios deixam a boca seca?
O que fazer para aliviar a boca seca causada por medicamento?
Boca seca: o que pode ser além dos remédios
Riscos da boca seca para a saúde bucal
Boca seca: quando procurar orientação médica ou odontológica?
A boca seca é um mecanismo chamado de ação anticolinérgica. Na prática, o remédio bloqueia os receptores responsáveis por "avisar" as glândulas salivares para produzirem saliva.
A saliva é produzida por três glândulas principais na boca, estimuladas por um neurotransmissor chamado acetilcolina. Muitos remédios que deixam a boca seca interferem justamente nesse processo.
A ação anticolinérgica produz a sensação de boca seca, também chamada de xerostomia. Quanto mais medicamentos com esse efeito uma pessoa toma ao mesmo tempo, maior tende a ser a intensidade do sintoma.
Há mais de 500 remédios que provocam boca seca. Os principais tipos de medicamento que afetam as glândulas salivares são os seguintes:
Agonistas do receptor GLP-1: medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, também indicados para controle de peso, como Semaglutida, Liraglutida, Dulaglutida e Tirzepatida.
Anti-histamínicos: utilizados no tratamento de alergias, como Difenidramina, Loratadina e Cetirizina.
Antidepressivos: prescritos para transtornos depressivos e de ansiedade, como Sertralina, Amitriptilina e Escitalopram.
Antieméticos: servem para evitar vômito e náusea na quimioterapia e radioterapia e também usados para tratar de enjoos, como Dolasetrona e Domperidona.
Anti-hipertensivos: usados para o controle da pressão arterial, como Anlodipino e Lisinopril.
Antiparkinsonianos: prescritos para aliviar os sintomas da doença de Parkinson e tremores, como Levodopa e Triexifenidil
Antispasmódicos: utilizados para aliviar cólicas e espasmos no estômago, intestinos e bexiga, como Diciclomina.
Antipsicóticos: indicados para transtornos psiquiátricos, como Haloperidol, Risperidona e Olanzapina.
Sedativos: substâncias que reduzem a excitação, irritabilidade, ansiedade ou promovem relaxamento muscular, como Amobarbital, Diazepam, Eszopiclona e Ciclobenzaprina.
A categoria dos agonistas do receptor GLP-1 merece atenção especial. Segundo o Conselho Federal de Odontologia, um dos efeitos colaterais das canetas emagrecedoras à base de semaglutida é a xerostomia (secura na boca).
Esse quadro deixa a boca mais suscetível à proliferação bacteriana, uma vez que a saliva não apenas atua na hidratação da mucosa, mas também na neutralização dos ácidos que auxiliam na limpeza dos dentes e no equilíbrio do PH da cavidade oral.
Se estiver tomando algum destes medicamentos, consulte seu médico e dentista para saber como controlar a boca seca.
Alguns hábitos ajudam a aliviar o desconforto no dia a dia, como:
beber pequenos goles de água ao longo do dia;
mascar chiclete ou chupar bala sem açúcar para estimular a salivação;
evitar bebidas alcoólicas, cafeína e alimentos muito salgados ou secos;
usar um umidificador de ar no quarto durante a noite;
optar por cremes dentais e enxaguantes bucais sem álcool.
Mas antes de qualquer ajuste, é importante informar ao médico e ao dentista sobre os remédios em uso. Eles podem avaliar se há alternativas com menor impacto na produção de saliva.
Em casos mais persistentes de boca seca por causa do remédio, o dentista pode indicar substitutos de saliva, como géis ou sprays lubrificantes próprios para xerostomia.
Tratamentos oncológicos, como a radioterapia na região da cabeça e pescoço, podem afetar permanentemente as glândulas salivares. Doenças autoimunes, como a síndrome de Sjögren, também atacam diretamente essas glândulas, podendo causar boca seca.
Diabetes descontrolada, desidratação e até o hábito de respirar pela boca durante o sono são outras causas comuns da boca seca.
Nem toda boca seca está relacionada a medicamentos. Por isso, identificar a origem exata do problema é essencial para o tratamento certo.
A boca seca pode comprometer o equilíbrio natural da cavidade oral, já que a saliva é responsável por funções importantes, como limpar resíduos de alimentos, controlar a proliferação de microrganismos e ajudar a proteger dentes e gengivas.
Quando sua produção diminui, a boca fica mais suscetível a diferentes problemas de saúde bucal, como:
Aumento de cárie: a saliva neutraliza ácidos e remineraliza o esmalte; sem ela, os dentes ficam mais vulneráveis.
Candidíase oral: a redução da saliva favorece a proliferação do fungo Candida albicans.
Gengivite: o acúmulo de bactérias, sem a limpeza natural da saliva, pode inflamar as gengivas.
Dificuldades para mastigar e falar: a falta de lubrificação na boca torna essas funções mais desconfortáveis.
Mau hálito: a boca seca cria um ambiente propício para bactérias que causam odor.
Por isso, manter uma rotina de higiene bucal rigorosa é ainda mais importante durante o uso de remédios que causam esse efeito.
Procure orientação médica quando a boca seca começar a interferir na alimentação, no sono ou na fala. Já a avaliação odontológica é indicada para monitorar o risco de cárie e outras complicações bucais.
O dentista também pode aplicar tratamentos preventivos e indicar produtos específicos para proteger os dentes durante o uso da medicação.
A linha Colgate Total pode ser uma boa aliada nessa proteção. Ela combate as bactérias da boca e ajuda a prevenir problemas comuns causados por elas, como placa, cárie, tártaro e mau hálito.
Combinar orientação médica com uma rotina de higiene bucal reforçada faz toda diferença.
O primeiro passo é informar o médico e o dentista sobre os medicamentos em uso, sem interromper o tratamento por conta própria. Enquanto isso, hidratar-se com frequência e usar produtos de higiene bucal sem álcool ajudam a aliviar o sintoma.
Não necessariamente. Em muitos casos, é possível controlar a xerostomia com medidas de alívio, sem precisar substituir o medicamento. A troca deve ser avaliada pelo médico responsável, caso o sintoma seja muito intenso.
Não. A xerostomia é um efeito colateral possível dos agonistas do receptor GLP-1, mas sua intensidade varia de pessoa para pessoa e nem todos os usuários apresentam o sintoma.
1 USA Today/Kaiser Family Foundation/Harvard School of Public Health, The Public on Prescription Drugs and Pharmaceutical Companies, January 3-23,2008.
2 Porter SR, Scully C, Hegarty AM: An Update of the etiology and management of xerostomia, Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 97:28-46, 2004.
3 Sreebny LM, Schwartz SS: A reference guide to drugs and dry mouth, ed 2, Gerodontology 14: 33-47, 1997.
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Este artigo tem como objetivo informar e difundir o conhecimento sobre tópicos gerais de saúde bucal. Esse conteúdo não deve substituir a orientação, o diagnóstico nem o tratamento profissional. Sempre procure a orientação do seu dentista ou de outro especialista para quaisquer dúvidas que você possa ter com relação à sua condição médica ou ao seu tratamento.
AVALIAÇÃO DE SAÚDE BUCAL
Faça nossa avaliação de saúde bucal para aproveitar ao máximo sua rotina de cuidados dentais.
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