A seguir, entenda por que esses sinais merecem cuidado e de que forma o Dia Mundial da Saúde Gengival reforça a importância da prevenção.
O Dia Mundial da Saúde Gengival, celebrado em 12 de maio, é uma campanha internacional de conscientização sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo com a gengiva e os tecidos que sustentam os dentes.
A iniciativa foi criada pela European Federation of Periodontology (EFP), entidade de referência em periodontia, com apoio de parceiros comprometidos com a promoção da saúde bucal, entre eles a Colgate.
No Brasil, o tema também ganha força com a atuação da Sociedade Brasileira de Periodontia e Implantodontia (SOBRAPI), do Conselho Federal de Odontologia (CFO) e dos Conselhos Regionais (CROs), que reforçam orientações sobre prevenção e saúde periodontal.
A campanha foi criada para lembrar que a saúde gengival não afeta apenas a boca e não deve ser tratada como um tema de menor relevância. A iniciativa busca enfrentar três desafios que ainda dificultam a prevenção:
desinformação: muitas pessoas não reconhecem os primeiros sinais de doença gengival;
normalização de sintomas: sangramento na escovação, por exemplo, ainda é tratado como algo “comum”;
diagnóstico tardio: quando a pessoa procura ajuda, muitas vezes a inflamação já evoluiu.
Segundo a EFP, as doenças periodontais representam uma questão de saúde pública, já que podem estar associadas a problemas como diabetes, doenças cardiovasculares, complicações na gravidez, Alzheimer, entre outros.
Em 2026, o Dia Mundial da Saúde Gengival dá início a uma campanha com foco em empoderar vidas por meio do conhecimento e da conscientização para que mais pessoas reconheçam sinais de alerta e cuidem melhor da saúde gengival no dia a dia.
As doenças gengivais nem sempre causam dor no início. Esse é um dos motivos pelos quais muitos problemas de gengiva passam despercebidos.
O sangramento gengival, por exemplo, é um dos principais sinais de inflamação, mas, de acordo com a Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), continua sendo um dos mais subestimados.
Outros sinais de alerta comuns são:
gengiva inchada ou avermelhada;
mau hálito persistente;
retração gengival;
gosto ruim frequente na boca;
sensação de dentes amolecendo ou com mobilidade.
Sem o cuidado adequado, um quadro inicial de gengivite pode evoluir para periodontite, doença que compromete os tecidos de suporte dos dentes e pode levar à mobilidade dentária e até à perda dental.
O periodontista é o cirurgião-dentista especializado na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças que afetam a gengiva e os tecidos de sustentação dos dentes.
Em geral, o acompanhamento com esse profissional é indicado quando os sinais de inflamação persistem, há histórico de periodontite, retração gengival progressiva, mobilidade dentária ou necessidade de tratamento periodontal específico.
Mais do que observar sintomas, essa etapa é importante para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão do quadro e definir o cuidado mais adequado para preservar a saúde gengival no longo prazo.
Os cuidados com a gengiva dependem mais de constância do que de medidas complexas. Pequenos hábitos diários ajudam a controlar a placa bacteriana, reduzir inflamações e preservar a saúde gengival no longo prazo.
Escovar com força não limpa melhor. O ideal é usar uma escova de cerdas macias e fazer movimentos suaves, principalmente próximos à linha da gengiva. A escovação deve ser feita de duas a três vezes por dia, de preferência depois das refeições e antes de dormir.
O fio dental ajuda a remover resíduos e placa bacteriana entre os dentes, onde a escova não alcança bem.
Para usá-lo corretamente, separe cerca de 50 cm, enrole a maior parte nos dedos médios, curve o fio em formato de “C” para abraçar a lateral de cada dente e deslize de cima para baixo, alcançando com cuidado a linha da gengiva.
Sangramento recorrente, retração, inchaço e mau hálito persistente não devem ser tratados como normais. Ignorar essas alterações pode atrasar o diagnóstico e o início do cuidado adequado.
O acompanhamento odontológico permite identificar sinais precoces de inflamação, remover tártaro quando necessário e ajustar a rotina de higiene de acordo com cada caso.
Normalmente, as consultas acontecem a cada seis meses, mas essa periodicidade pode variar. Pessoas com histórico de gengivite ou periodontite, tabagismo, diabetes ou maior acúmulo de tártaro podem precisar de acompanhamento mais próximo, conforme orientação profissional.
Alguns fatores podem aumentar a chance de inflamação gengival ou dificultar a recuperação dos tecidos.
O tabagismo, por exemplo, pode mascarar sinais como o sangramento, enquanto a diabetes pode favorecer inflamações e interferir na cicatrização. Alterações hormonais, estresse, boca seca e alguns medicamentos também podem afetar a gengiva.
Além da higiene bucal, manter uma alimentação equilibrada, boa hidratação, sono adequado e reduzir ou eliminar o tabagismo contribuem para uma boca mais saudável.
Essas atitudes não substituem a avaliação odontológica, mas ajudam a sustentar uma rotina de prevenção mais consistente ao longo do tempo.
Mais do que marcar uma data de conscientização, o Dia Mundial da Saúde Gengival reforça que o cuidado com a gengiva precisa fazer parte da rotina.
Observar sinais de alerta, manter hábitos consistentes de higiene e buscar avaliação profissional são atitudes que ajudam a prevenir problemas no futuro.
Esse processo também depende de informação acessível e de qualidade. Quando a prevenção chega de forma clara, fica mais fácil reconhecer riscos, rever hábitos e tomar decisões mais conscientes sobre a própria saúde bucal.
Por isso, iniciativas de educação em saúde bucal apoiadas por entidades, profissionais da área e marcas com atuação histórica, como a Colgate, ajudam a ampliar o alcance da prevenção.
Não. O sangramento gengival é um sinal de alerta e pode indicar inflamação. Se acontecer com frequência, mantenha a higiene bucal e procure ajuda profissional. Somente o dentista pode avaliar e indicar o tratamento adequado.
A gengivite é a fase inicial da inflamação gengival e costuma causar sangramento, inchaço e vermelhidão. Já a periodontite é um estágio mais avançado, em que a inflamação pode atingir os tecidos que sustentam os dentes, aumentando o risco de mobilidade e perda dentária.
Não existe uma solução única. O que realmente ajuda é a combinação de boa escovação, uso diário do fio dental, controle da placa bacteriana e acompanhamento odontológico regular.
Este artigo tem como objetivo informar e difundir o conhecimento sobre tópicos gerais de saúde bucal. Esse conteúdo não deve substituir a orientação, o diagnóstico nem o tratamento profissional. Sempre procure a orientação do seu dentista ou de outro especialista para quaisquer dúvidas que você possa ter com relação à sua condição médica ou ao seu tratamento.
AVALIAÇÃO DE SAÚDE BUCAL
Faça nossa avaliação de saúde bucal para a sua melhor rotina de cuidados bucais
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