Síndrome de Eagle: sinais e opções de tratamento

Mulher muito feliz na praia

Você deve conhecer as doenças secundárias mais comuns que afetam sua saúde dental. Por exemplo, a doença periodontal está associada a outras doenças como diabetes e doenças cardiovasculares. Mas a síndrome de Eagle pode ser uma doença com a qual você não está familiarizado. De acordo com o Genetic and Rare Diseases Information Center (GARD), essa síndrome resulta em dor na garganta e na face, geralmente associada a amigdalectomia ou traumas na região da garganta.

Para pessoas que apresentam sintomas de dor recorrente na garganta ou na região circundante, o diagnóstico e o tratamento podem ser difíceis, dada a variedade de doenças associadas à dor de garganta. Sua primeira atitude provavelmente será procurar um médico, o que é sempre uma boa ideia. Mas com doenças relacionadas à boca ou à garganta, também é aconselhável agendar uma consulta com o dentista imediatamente. O dentista não cuida apenas dos dentes; ele também pode examinar a boca quanto a sinais de outros problemas e recomendar os próximos passos adequados.

Se você está sentindo dor na garganta e no rosto, pode ser a síndrome de Eagle. Saiba quais são os sinais que você deve observar e o que esperar do tratamento.

Sinais da síndrome de Eagle

A síndrome de Eagle também é conhecida como alongamento do processo estiloide. O processo estiloide é um pequeno osso localizado logo abaixo da orelha. Esse osso pequeno pode causar muita dor decorrente de seu alongamento ou calcificação, comprimindo vasos ou nervos na área e resultando em inflamação. Os sintomas podem incluir:

  • Dor de garganta
  • Dor de ouvido
  • Diminuição da audição
  • Zumbido
  • Dificuldades para engolir ou mastigar
  • Sensação de algo preso na garganta
  • Dor ao bocejar ou virar o pescoço
  • Dor na face

Apenas 4% da população sofre de alongamento do processo estiloide e a maioria dos pacientes é assintomática. A síndrome de Eagle é muito rara, pois estima-se que ocorra em 1 a cada 62.500 pessoas. Segundo o GARD, as mulheres são três vezes mais propensas que os homens a ter essa síndrome.

Diagnóstico da síndrome de Eagle

Em geral, o diagnóstico inclui um longo processo de avaliação para, em primeiro lugar, descartar outros problemas dentários ou de saúde. De acordo com a revista The British Journal of General Practice, o diagnóstico pode incluir anestesia local, não apenas para aliviar a dor, mas também para verificar se outros fatores estão contribuindo para os sintomas.

O médico analisará o histórico médico do paciente para determinar se ele já foi submetido a uma amigdalectomia ou sofreu traumas anteriores na área que possam aumentar o risco, explica um relato de caso na revista Journal of the Korean Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (JKAOMS). O médico também fará uma radiografia panorâmica, também chamada de ortopantomografia, para visualizar e avaliar a área.

Tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos

O médico decidirá qual o melhor método de tratamento, com base no caso específico e nível de dor do paciente. A prescrição de medicamentos, que podem incluir analgésicos, anticonvulsivantes, antidepressivos e outros analgésicos, como a gabapentina, é um caminho comum no tratamento não cirúrgico, explica a JKAOMS. O tratamento pode durar no mínimo três meses ou ser um tratamento contínuo para o controle da dor.

Se o tratamento não cirúrgico não estiver funcionando, o médico provavelmente recomendará esteroides, injeções para bloqueio da dor ou cirurgia para remover o osso, de acordo com um relato publicado na revista Journal of Maxillofacial and Oral Surgery. Depois da cirurgia, o médico receitará analgésicos e solicitará que o paciente retorne em sete dias para tirar os pontos.

É preciso tomar um cuidado especial na área da cirurgia. Converse com o médico para obter orientações sobre a escovação e o uso de um enxaguante bucal antibacteriano.

Este artigo tem como objetivo informar e difundir o conhecimento sobre tópicos gerais de saúde bucal. Esse conteúdo não deve substituir a orientação, o diagnóstico nem o tratamento profissional. Sempre procure a orientação do seu dentista ou de outro especialista para quaisquer dúvidas que você possa ter com relação à sua condição médica ou ao seu tratamento.

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Por que o tabaco é uma AMEAÇA À SAÚDE ORAL?

A maior ameaça do trabalho a saúde pode ser sua associação ao câncer bucal. A American Cancer Society relata que:

  • Aproximadamente 90 por cento das pessoas com câncer bucal e na garganta utilizaram tabaco. O risco de desenvolvimento de câncer aumenta conforme as pessoas fumam ou mascam com maior frequência ou por maior tempo.

  • Fumantes possuem seis vezes mais probabilidade do que não fumantes de desenvolverem cânceres.

  • Aproximadamente 37 por cento dos pacientes que continuam a fumar após tratamento de câncer desenvolverão outros cânceres na boca, garganta ou laringe. Somente 6 por cento das pessoas que desistem de fumar irão desenvolver cânceres secundários.

  • Fumantes de tabaco foram associados a cânceres nas bochechas, gengiva e superfície interior dos lábios. O tabaco sem fumaça aumenta o risco de câncer cerca de 50 vezes.