DSTs da boca: tipos, transmissão, tratamento e condições relacionadas

amigos caminhando e sorrindo juntos

O número de americanos infectados com doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) atingiu um "nível sem precedentes", de acordo com um relatório divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Certas DSTs da boca são mais contagiosas do que outras, e é fundamental saber com quais devemos tomar cuidado, como são transmitidas e se podem ser tratadas.


Herpes labial

O herpes é a DST oral mais comum nos Estados Unidos e atinge mais da metade da população adulta. Muitos contraem a doença quando crianças, ao serem beijados por um membro ou amigo da família infectado com HSV-1, de acordo com Associação Americana de Saúde Sexual. É transmitido por contato direto entre a pele ferida no local da infecção e o tecido saudável do receptor. O herpes genital, que afeta as regiões do pênis, ânus e vagina, é geralmente causado pelo HSV-2 e pode ser causado pelo HSV-1. O herpes labial pode ser transmitido ao tecido genital, mesmo quando o portador não apresenta sintomas.

O herpes causa bolhas na boca que variam em cor e aparência e que são dolorosas quando estouram. As bolhas costumam cicatrizar em 7 a 10 dias, mas podem surgir novamente a qualquer momento. Alguns pacientes também apresentam febre ou fadiga.

Gonorreia

A gonorreia orofaríngea, que afeta o tecido da boca e da garganta, é transmitida pelo contato com os fluidos corporais de uma pessoa infectada, conforme define o CDC. Porém, não é necessário que a ejaculação ocorra para que seja transmitida; apenas o contato com a pele é suficiente para passar as bactérias.

Os sintomas orais da gonorreia incluem sensação de queimação e dor na boca e na garganta do paciente, acompanhados por glândulas inchadas e manchas brancas no tecido. Um esfregaço da garganta permite que o médico diagnostique essa doença. Se for diagnosticada, pode ser tratada com antibióticos.


Sífilis

Essa infecção bacteriana é transmitida pelo contato sexual com uma região infectada com uma ou mais lesões presentes, afirma o CDC. As feridas geralmente ocorrem ao redor da região genital, ânus, reto, lábios ou boca e são adquiridas quando uma pessoa saudável é exposta ao contato direto com uma pessoa portadora do vírus.

Os pacientes frequentemente desenvolvem feridas firmes, indolores e sem coceira no tecido da boca ou na região genital. Os portadores de sífilis em estágios posteriores podem apresentar crescimentos suaves e não cancerígenos ou erupção na boca, semelhantes aos das palmas das mãos, plantas dos pés e vagina.


Vírus Epstein-Barr (EBV)

Pesquisadores médicos descobriram que o EBV e outras DSTs da boca são transmitidos através do contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada. O contágio através da saliva é o método mais comum, o que torna beijar uma atividade de alto risco para quem deseja evitar infecções, alerta o CDC.

Os sintomas orais do EBV são mononucleose ou desenvolvimento de leucoplasia pilosa bucal, que se parece com a candidíase oral (sapinho). Produz manchas brancas nas membranas da boca, difíceis de tocar e que não podem ser facilmente removidas.


Citomegalovírus (CMV)

O CMV é outro vírus que infecta metade dos adultos com mais de 40 anos. Embora a transmissão sexual seja possível, o CDC observa que o CMV também é frequentemente transmitido pelo contato com fluidos corporais, incluindo urina, saliva, lágrimas e leite materno. Além disso, pode ser transmitido de bebês aos seus cuidadores adultos.

Pessoas com o sistema imunológico comprometido correm maior risco de ser infectadas pelo CMV, que causa úlceras na mucosa bucal. Os profissionais de saúde recomendam lavar as mãos regularmente, principalmente após trocar fraldas de bebês, para diminuir a exposição ao CMV. A maioria dos pacientes saudáveis não precisa de tratamento para o CMV, e aqueles com o sistema imunológico debilitado são tratados de forma sintomática.


Hepatite

Há três formas dessa doença: hepatites A, B e C. As vacinas podem proteger os pacientes contra as hepatites A e B, mas não existem vacinas contra a hepatite C. As hepatites A e C podem ser transmitidas através do sexo oral, embora os fatores de risco sejam baixos.

Adultos com hepatite podem ser candidatos ao câncer de boca, que causa feridas e lesões indolores na boca, vermelhidão, inchaço e dor na garganta e dificuldade para engolir.


Cuidados bucais

As DSTs da boca precisam ser avaliadas por um profissional, que encaminhará o paciente ao médico correto para tratamento. O uso de enxaguante bucal é recomendado por profissionais para limpar e aliviar as aftas, dentaduras e irritações na boca. Em todos os casos, ter ótimos hábitos de higiene bucal pode ajudar a manter a boca saudável.

Este artigo tem como objetivo informar e difundir o conhecimento sobre tópicos gerais de saúde bucal. Esse conteúdo não deve substituir a orientação, o diagnóstico nem o tratamento profissional. Sempre procure a orientação do seu dentista ou de outro especialista para quaisquer dúvidas que você possa ter com relação à sua condição médica ou ao seu tratamento.

ARTIGOS RELACIONADOS 

Efeitos da HIV/AIDS e DSTsna saúde bucal

Os casos bucais mais comuns em indivíduos com HIV/AIDS são: verrugas orais, bolhas de febre, leucoplasia pilosa (língua negra pilosa), candidíase oral e aftas. Outros problemas orais que ocorrem na cavidade oral são: boca seca, o que pode causar cárie e dificuldade para comer e se comunicar. Se você tem HIV, alterações em sua boca podem refletir as alterações em seu estado imunológico. Algumas DSTs também afetam a sua saúde bucal; sintomas comuns são a herpes labial e as feridas dentro da boca.