Doença Periodontal E Síndrome Coronariana Aguda

A presença de bactérias específicas e combinações de bactérias nos espaços entre os dentes e gengivas podem explicar a aparente relação entre doença periodontal e síndrome coronariana aguda (SCA), segundo um estudo publicado recentemente no Journal of Periodontology.

Pesquisadores da Suécia, Suíça e dos Estados Unidos avaliaram 161 sujeitos diagnosticados com SCA e um grupo controle de 161 sujeitos que não tinham SCA. Eles estudaram a contagem de células sangüíneas brancas do soro desses sujeitos, os níveis de lipoproteínas de alta e de baixa densidade, os níveis de proteína C reativa de alta sensibilidade e a saúde clínica periodontal. Examinaram também os patógenos subgengivais (que ficam abaixo da linha da gengiva) desses sujeitos.

Os pesquisadores verificaram que a quantidade de bactérias orais era duas vezes maior no grupo SCA considerando-se a combinação das espécies bacterianas Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsythensis e Treponema denticola. Especificamente, os achados sugerem que as bactérias compartilhavam uma relação comum com a periodontite e a SCA.

"Essa pode ser uma das várias explicações para o motivo pelo qual o número aumentado de bactérias e a combinação de patógenos específicos nas bolsas periodontais podem estar relacionados com a história de SCA”, diz Dr. Stefan Renvert, do Departamento de Ciências da Saúde da Kristianstad University, Suécia, principal autor do estudo. "Verificamos também que a quantidade de bactérias periodontais resulta numa resposta inflamatória que eleva as contagens de células sangüíneas brancas e os níveis de proteína C reativa de alta sensibilidade, o que também foi relacionado à doença cardíaca em estudos anteriores".

Os pesquisadores também constataram que a extensão da perda óssea na mandíbula/maxila era significativamente maior entre sujeitos do grupo SCA. Setenta e sete por cento dos sujeitos do grupo SCA e 42% dos sujeitos do grupo de controle apresentaram evidência de periodontite. A extensão de perda óssea foi mais severa no grupo SCA do que no grupo controle.

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