Os Especialistas Miram No Açúcar Como Uma Preocupação Da Política De Saúde

Junk foods com açúcar deveriam gerar discussões quando se trata de determinar políticas e legislações de saúde. Esta é a conclusão de especialistas que escrevem para o Journal of the Royal Society of Medicine, uma publicação médica britânica.

Autores discutiram os efeitos do junk food na saúde cardíaca, com ênfase particular em como os alimentos açucarados comprometem a saúde bucal ao poder causar doença periodontal (ou da gengiva)—que, por sua vez, traz riscos para doenças cardiovasculares.

“A associação entre a saúde bucal e DCV sugere que a redução no consumo de açúcar pode ser um alvo particularmente importante para políticas de saúde no futuro”, eles escreveram.

Refrigerantes—ou bebidas gaseificadas—carregados de açúcar, devem ser o foco especial da política, sugerem os autores.

“Entre os diferentes tipos de junk food, os refrigerantes trouxeram preocupações em particular e são a principal fonte de açúcar para muitos indivíduos”, diz o editorial. “Agora há evidências convincentes de ligação de uma saúde bucal insatisfatória, em particular da doença periodontal, a um maior risco de DCV. As doenças periodontais são guiadas por diversos fatores, incluindo uma má higiene bucal e consumo excessivo de açúcar. Foi observado que os açúcares nas bebidas gaseificadas e outros junk foods são potenciais causadores disso”.

MouthHealthy.org, o website de informações ao consumidor da American Dental Association, possui recursos disponíveis para ilustrar a relação entre nutrição e saúde bucal. O site também possui informações sobre doença cardíaca e a própria saúde bucal. Clique na seção de Tópicos de A-Z na página inicial para acessar os tópicos de doença periodontal (doença periodontal), nutrição e doença cardíaca/saúde bucal.

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A maior ameaça do trabalho a saúde pode ser sua associação ao câncer bucal. A American Cancer Society relata que:

  • Aproximadamente 90 por cento das pessoas com câncer bucal e na garganta utilizaram tabaco. O risco de desenvolvimento de câncer aumenta conforme as pessoas fumam ou mascam com maior frequência ou por maior tempo.

  • Fumantes possuem seis vezes mais probabilidade do que não fumantes de desenvolverem cânceres.

  • Aproximadamente 37 por cento dos pacientes que continuam a fumar após tratamento de câncer desenvolverão outros cânceres na boca, garganta ou laringe. Somente 6 por cento das pessoas que desistem de fumar irão desenvolver cânceres secundários.

  • Fumantes de tabaco foram associados a cânceres nas bochechas, gengiva e superfície interior dos lábios. O tabaco sem fumaça aumenta o risco de câncer cerca de 50 vezes.