Pobreza Estimula Obesidade E Cárie Dental Entre Crianças Sem Lar

Crianças sem lar que vivem abaixo da linha de pobreza mostraram-se cada vez mais propensas à obesidade e cárie dental conforme ficam mais velhas, segundo um estudo conduzido por enfermeiros pesquisadores da Universidade Case Western Reserve e Universidade de Akron.

Os resultados foram publicados no Journal of Pediatric Health Care no artigo “Obesidade e cárie dental na infância em crianças sem lar”. Pesquisadores examinaram as condições físicas de 157 crianças de 2 a 17 anos, que moravam num abrigo urbano para crianças sem lar. A maioria das crianças era de famílias com pais ausentes, chefiadas por uma mulher com um ou dois filhos. O estudo concluiu que o índice de massa corporal aumentava com a idade nas crianças, assim como o número de cárie.

A pesquisadora Marguerite DiMarco, professora associada na Faculdade de Enfermagem Frances Payne Bolton na Universidade Case Western Reserve, diz que a pobreza contribui para a má saúde dental por limitar o acesso a alimentos nutritivos, refrigeradores para conservar os alimentos e mesmo água corrente em alguns lares. Outro fator que contribui para a má saúde dental é a falta de acesso a tratamento odontológico.

DiMarco, que é enfermeira pediátrica, diz que a cárie dental e a obesidade foram mais presentes entre as crianças do que outros problemas de saúde, como a asma.

A Associação Dental Americana possui materiais sobre cárie na infância. Para informações sobre os materiais da ADA para o consumidor visite MouthHealthy.org.

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A maior ameaça do trabalho a saúde pode ser sua associação ao câncer bucal. A American Cancer Society relata que:

  • Aproximadamente 90 por cento das pessoas com câncer bucal e na garganta utilizaram tabaco. O risco de desenvolvimento de câncer aumenta conforme as pessoas fumam ou mascam com maior frequência ou por maior tempo.

  • Fumantes possuem seis vezes mais probabilidade do que não fumantes de desenvolverem cânceres.

  • Aproximadamente 37 por cento dos pacientes que continuam a fumar após tratamento de câncer desenvolverão outros cânceres na boca, garganta ou laringe. Somente 6 por cento das pessoas que desistem de fumar irão desenvolver cânceres secundários.

  • Fumantes de tabaco foram associados a cânceres nas bochechas, gengiva e superfície interior dos lábios. O tabaco sem fumaça aumenta o risco de câncer cerca de 50 vezes.