Doença Gengival Relacionada À Perda Óssea Periodontal Em Mulheres

Mulheres infectadas por cepas de bactérias conhecidas por causar doenças periodontais apresentaram maior predisposição para perdas ósseas mais graves do que as mulheres onde esses patógenos não foram identificados, de acordo com os pesquisadores em uma recente edição do Journal of Periodontology.

Epidemiologistas da Universidade Estadual de Nova York, na cidade de Buffalo, conduziram um estudo transversal sobre saúde bucal e osteoporose em 1.256 mulheres em pós-menopausa selecionadas no Estudo Observacional de Iniciativa da Saúde da Mulher da região. As pacientes completaram questionários, passaram por testes de densidade óssea e fizeram exames de saúde bucal.

Pesquisadores liderados por Renee Brennan, PhD, avaliaram a presença de oito espécies bacterianas, usando microscopia imunoflorescente indireta em cada paciente. Eles concluíram que o patógeno de maior prevalência a infectar os pacientes foi o Streptococcus sanguis, seguido da Prevotella intermedia, Tannerella forsyhia, Capnocytophaga species, Eubacterium saburreum, Campylobacter rectus, Porphyromonas gingivalis e Fusobacterium nucleatum.

Eles também concluíram que a infecção por P. gingivalis, T.forsythia, P. intermedia e C. rectusestava associada com uma maior probabilidade de sofrer perdas ósseas, medida pela altura da crista alveolar, mesmo após ajustes para idade, tabagismo e renda.

Além disso, mulheres infectadas por T.forsythia que estavam acima do peso apresentaram maior predisposição de sofrer perdas ósseas do que aquelas contaminadas por T. forsythia com peso normal ou obesas.

O dr. Brennan disse que as descobertas irão ajudar a desenvolver uma compreensão mais completa dos mecanismos envolvidos na doença periodontal e que os pesquisadores precisam explorar mais o impacto do peso nas associações entre bactérias bucais e perdas ósseas.

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