Estudo Liga Bactérias Bucais À Obesidade

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Resultados de uma pesquisa publicada numa edição recente do Journal of Dental Research sugerem que as bactérias bucais podem servir como marcador para o desenvolvimento da obesidade.

Devido à preocupação com a crescente prevalência de pessoas com sobrepeso, pesquisadores do The Forsyth Institute, de Boston, EUA, e da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, ligada à Universidade Estadual de Campinas, conduziram um estudo focado no possível papel das bactérias bucais como contribuinte para a obesidade. Os pesquisadores do estudo coletaram saliva de 313 mulheres com sobrepeso (aquelas com índice de massa corporal entre 27 e 32).

Identificaram e contaram as populações bacterianas nas amostras de saliva das participantes por meio de análise de DNA e compararam os níveis com dados de um grupo de controle formado por 232 homens e mulheres saudáveis que também eram participantes de controle em estudos de doença periodontal. Os pesquisadores verificaram que sete das 40 espécies bacterianas investigadas estavam presentes em concentrações imensamente mais altas na saliva das mulheres com sobrepeso em comparação com o grupo de controle.

Verificaram também que 98 por cento das mulheres com sobrepeso poderiam ser identificadas pela presença de uma única espécie bacteriana em níveis mais elevados que um por cento das bactérias salivares totais.

Os resultados da análise desses dados feita pelos pesquisadores sugerem que a composição das bactérias salivares se altera em mulheres com sobrepeso. Os investigadores concluíram parecer provável que essas espécies bacterianas serviriam como indicadores biológicos de uma condição de desenvolvimento de sobrepeso. Pesquisas futuras investigarão o papel que as bactérias bucais desempenham na patologia que leva à obesidade.

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A maior ameaça do trabalho a saúde pode ser sua associação ao câncer bucal. A American Cancer Society relata que:

  • Aproximadamente 90 por cento das pessoas com câncer bucal e na garganta utilizaram tabaco. O risco de desenvolvimento de câncer aumenta conforme as pessoas fumam ou mascam com maior frequência ou por maior tempo.

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  • Aproximadamente 37 por cento dos pacientes que continuam a fumar após tratamento de câncer desenvolverão outros cânceres na boca, garganta ou laringe. Somente 6 por cento das pessoas que desistem de fumar irão desenvolver cânceres secundários.

  • Fumantes de tabaco foram associados a cânceres nas bochechas, gengiva e superfície interior dos lábios. O tabaco sem fumaça aumenta o risco de câncer cerca de 50 vezes.