Saúde bucal deficiente pode significar dias de aula perdidos e notas mais baixas

As notícias são alarmantes para os pais que se preparam para mandar os filhos de volta à escola: a saúde bucal deficiente pode pôr as crianças em séria desvantagem na escola.

Cientistas da Faculdade de Odontologia Ostrow, na Universidade do Sul da Califórnia, chegaram a essa conclusão após examinarem cerca de 1.500 alunos do ensino fundamental e médio das escolas unificadas do distrito de Los Angeles e relacionarem a condição de saúde bucal com o rendimento acadêmico e registros de frequência.

Documentaram, em estudo anterior, que 73% das crianças menos favorecidas de Los Angeles tinham cárie dentária. Novo estudo, publicado na edição de setembro do American Journal of Public Health Dentistry com o título O impacto da Saúde Bucal no Desempenho Escolar de Crianças Menos Favorecidas”, traz nova luz à conexão específica entre a saúde bucal e essa população.

A má saúde bucal não parece apenas estar conectada a notas mais baixas, diz a Dra. Roseann Mulligan, diretora da Divisão de Saúde Pública Bucal e Odontopediatria da escola e autora do estudo. Os problemas dentais também parecem causar mais ausências na escola para as crianças e mais dias de trabalho perdidos para os pais. De acordo com os resultados do estudo, as crianças que relataram dor de dente recente eram quatro vezes mais propensas a atingir média baixa de notas – abaixo da média GPAS de 2.8 – em comparação com crianças sem dor bucal.

Em média, crianças do ensino fundamental perderam um total de 6 dias por ano, e adolescentes do ensino médio perderam 2,6 dias. Para os alunos do ensino fundamental, 2,1 dias de aulas perdidos deveram-se a problemas dentais, e entre os alunos do ensino médio foram 2,3 dias perdidos”, diz Dra. Mulligan. Isso mostra que os problemas de saúde bucal são um fator muito significativo nas ausências escolares. Além disso, os pais perderam uma média de 2,5 dias de trabalho por ano para cuidar das crianças com problemas bucais”.

Um fator que determinou se as crianças faltam à escola por problemas dentais foi a acessibilidade ao tratamento odontológico. Onze por cento das crianças que tinham acesso limitado ao tratamento odontológico – devido a falta de seguro-saúde, falta de transporte ou outros impedimentos – faltaram à escola por conta da má saúde bucal, em comparação a apenas 4% das crianças que tinham fácil acesso ao tratamento.

Nossos dados indicam que para as crianças menos favorecidas, existe um impacto no desempenho acadêmico decorrente de problemas dentais”, diz Dra. Mulligan. Recomendamos que programas de saúde bucal sejam mais integrados a outros programas de saúde, educação e assistência social, especialmente os que têm por base a escola”.

Ademais, estudos populacionais abrangentes são necessários para demonstrar as enormes cargas pessoais, sociais e financeiras que essa epidemia de doença bucal está causando em nível nacional”, ela diz.

A Associação Dental Americana aconselha os pais a tornar os exames dentais regulares uma parte da rotina de volta às aulas, juntamente com os exames físicos e de saúde e as vacinações necessárias. Durante limpeza profissional e exame bucal, o dentista remove bactérias da placa dos dentes para ajudar a tratar a cárie inicial. Dentistas também podem orientar os pais sobre medidas eficazes de prevenção para os dentes das crianças, como o uso de selantes e flúor, técnicas de escovação e uso do fio dental, bem como enxaguatórios e protetores bucais para atividades esportivas que possam produzir pancadas no rosto ou na boca.

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