Estudo: Nanodiamantes podem ajudar a tratar doenças relacionadas à boca, como reabsorção óssea

Quando se trata de diamantes, o tamanho pode não importar.

Cientistas da Universidade da Califórnia, Los Angeles descobriram que diamantes muito menores daqueles utilizados em joalheria—e invisíveis ao olho humano—poderiam ser utilizados para estimular o crescimento ósseo, tratar doenças bucais e melhorar a fixação de implantes dentários.

“Ao aplicar a nanotecnologia na odontologia, você espera encontrar materiais que façam sentido”, diz o Dr. Dean Ho, professor de biologia e medicina bucal e co-diretor do Jerry Weintraub Center for Reconstructive Biotechnology na Escola de Odontologia da UCLA.

“Você quer um material que seja seguro, encontrado facilmente ou fabricados em larga escala e que sejamversáteis”, ele disse. “Nanodiamantes se encaixam neste molde”.

Os nanodiamantes, que são cerca de 20.000 vezes menores que um fio de cabelo, possuem certas propriedades de superfície que ajudam na ativação de proteínas promotoras do crescimento ósseo, de modo mais eficaz do que as abordagens tradicionais. Os nanodiamantes são materiais em formato de bola de futebol que são subprodutos da mineração e operações de refino.

Os achados do estudo poderiam ser utilizados para melhorar o tratamento de osteonecrose—necrose do tecido ósseo—e combater a reabsorção óssea que ocorre próximo aos implantes dentários.

A equipe do Dr. Ho estudou os nanodiamantes como uma forma de administrar uma solução que inclui proteínas que promovem o crescimento ósseo para certos procedimentos—como cirurgia bucal e maxilofacial. Tais proteínas são tipicamente administradas em um local cirúrgico através de esponjas de colágeno volumosas, disse o Dr. Ho.

Utilizando-se nanodiamantes, a solução pode ser administrada através de um procedimento menos invasivo, como enxágue ou injeção intraoral.

O estudo, publicado em setembro no Journal of Dental Research, também demonstrou que a superfície única dos nanodiamantes permite uma liberação mais lenta e prolongada da solução de tratamento.

“Estes nanodiamantes eliminam a liberação em explosão, que é quando os medicamentos do tratamento são liberados em grande quantidade e bem rapidamente”, disse o Dr. Ho. “Por exemplo, a liberação em explosão pode ser um problema durante o tratamento para o câncer, fazendo com que os medicamentos causem mais danos aos pacientes mais do que a própria doença”.

O estudo dos efeitos dos nanodiamantes nos implantes dentários cresceu além da pesquisa anterior da sua equipe, que demonstrou que os nanodiamantes melhoraram a eficácia dos tratamentos de câncer. A equipe decidiu investigar se o material também pode ajudar a tratar a reabsorção óssea, um efeito colateral da quimioterapia.

O Dr. Ho disse que poderá levar “mais alguns anos” antes que os nanodiamantes sejam utilizados na prática. Sua equipe continua a pesquisar sua segurança antes de passar para o uso clínico.

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