Mais bactérias bucais, maior o risco de ataque cardíaco

Os pesquisadores estão cada vez mais perto de definir a relação entre os organismos que causam doença periodontal e o desenvolvimento de doença cardíaca. Diversos estudos sugeriram existir uma conexão entre as duas; entretanto, poucos testaram a teoria.

Um estudo conduzido por pesquisadores na Universidade Estadual de Nova York, Buffalo (UB), mostrou recentemente que dois patógenos orais presentes na boca estavam associados com um risco aumentado de ataque cardíaco, mas que o número total de germes – independentemente do tipo – era mais importante para a saúde cardíaca.

"A mensagem aqui é que mesmo que alguns patógenos periodontais específicos tenham se mostrado associados com um risco aumentado de doença cardíaca coronariana, a carga total de bactérias patogênicas é mais importante do que o tipo das bactérias", diz o dr. Oelisoa M. Andriankaja, que conduziu o estudo no departamento de Biologia Bucal da Faculdade de Odontologia da UB como pesquisador pós-doutorado.

"Em outras palavras, o número total de "germes" é mais importante do que um único organismo", diz Dr. Andriankaja. O estudo envolveu 385 homens e mulheres com idades entre 35 e 69 anos que haviam sofrido ataque cardíaco, e 840 pessoas sem problemas cardíacos que serviram como controle. Amostras de placa bacteriana onde os germes aderem foram coletadas de 12 locais das gengivas de todos os participantes. Os pesquisadores analisaram as amostras tendo em vista seis tipos comuns de bactérias periodontais e o número total de bactérias.

A análise mostrou que os pacientes abrigavam maior número de cada tipo de bactéria do que os controles. Entretanto, apenas duas espécies, conhecidas como Tannerella forsynthesis e Preventella intermedia, apresentavam associação estatisticamente significante com um risco aumentado de ataque cardíaco, conforme mostraram os resultados. Um aumento no número de diferentes bactérias periodontais também aumentou as chances de ocorrência de um ataque cardíaco, ainda segundo estes resultados.

Dr. Andriankaja enfatizou que estudos prospectivos medindo as bactérias bucais nos participantes que não tiveram problemas cardíacos ao entrar no estudo, e novamente quando um ataque cardíaco ocorre num participante, são necessários para avaliar melhor essa possível associação.

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