Diabetes pode ser identificada no consultório odontológico

Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Columbia sugere que as consultas odontológicas são uma oportunidade para os dentistas identificarem pacientes com diabetes ou pré-diabetes que não tinham conhecimento desse problema.

“A doença periodontal é uma complicação inicial da diabetes, e cerca de 70% dos adultos dos EUA consultam um dentista pelo menos uma vez por ano”, diz Dr. Ira Lamster, reitora da Faculdade de Odontologia e autora sênior do trabalho. “Pesquisas anteriores centraram-se nas estratégias de identificação relevantes dos ambientes médicos”, diz. “Ambientes de atenção à saúde bucal não foram avaliados antes, e as contribuições dos achados bucais também não foram testadas de maneira prospectiva.”

O estudo, que apareceu online em 29 de abril no Journal of Dental Research, desenvolveu e avaliou um protocolo de identificação de altos índices de açúcar no sangue em pacientes odontológicos. Foram recrutados aproximadamente 600 indivíduos visitando uma clínica odontológica na região norte de Manhattan, que tinham 40 anos de idade ou mais (se não hispânicos brancos) e com 30 anos ou mais (se hispânicos ou não brancos) e nunca haviam sido informados que possuíam diabetes ou pré-diabetes.

Os pesquisadores escolheram cerca de 530 pacientes com pelo menos um fator de risco adicional de diabetes autorreportado, como história de diabetes na família, colesterol alto, hipertensão ou estar com sobrepeso ou obeso para a participação no estudo. Foram feitos nos pacientes um exame periodontal e um teste de hemoglobina A1C de ponta de dedo. Solicitou-se aos pacientes que retornassem para um teste de glicose plasmática de jejum para ajudar a determinar se a pessoa tinha diabetes ou pré-diabetes.

Descobriram que a observação de dois parâmetros dentais – nesse caso, o número de dentes ausentes e a porcentagem de bolsas periodontais profundas – era tudo o que se precisava para identificar corretamente 73% dos pacientes com pré-diabetes ou diabetes não reconhecidas.  A adição do teste A1C no local de atendimento resultou na identificação correta de 92 por cento desses pacientes.

“O reconhecimento precoce da diabetes tem sido o foco de esforços de colegas da saúde pública e privada por anos, já que o tratamento precoce dos indivíduos afetados pode limitar o desenvolvimento de muitas complicações sérias”, diz Dra. Evanthia Lalla, professora associada na faculdade de odontologia da Columbia, e autora chefe. “Mudanças relativamente simples de estilo de vida em indivíduos pré-diabéticos podem prevenir a progressão para a diabetes franca, portanto, identificar esse grupo de indivíduos também é importante”, acrescenta. “Nossos achados fornecem uma abordagem simples que pode ser facilmente utilizada nos ambientes de assistência odontológica.”

Os pesquisadores citaram estatísticas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças que dizem que uma em cada quatro pessoas afetadas com diabetes tipo 2 nos EUA permanece não diagnosticada. O CDC também diz que indivíduos com diabetes ou pré-diabetes têm um risco aumentado de doença cardíaca, derrame e outras condições vasculares associadas com diabetes.

O estudo foi patrocinado por uma bolsa de pesquisa da Colgate-Palmolive e os autores relataram ausência de potenciais conflitos financeiros ou outros.

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