Fumar pode aumentar o risco para lábio fissurado?

Fumar pode aumentar o risco para lábio fissurado?

Isso é o que pesquisadores da Universidade de lowa concluíram após conduzir um estudo internacional para determinar se alguns bebês têm predisposição para lábio fissurado e/ou fissura palatina devido a uma incapacidade genética de desintoxicar a fumaça do cigarro.

O estudo concluiu que fetos com falta de ambas as cópias do gene usado para neutralizar a fumaça e cujas mães fumaram durante a gestação tem um risco aumentado de desenvolver a doença.

Cerca de um em cada 600 bebês americanos nasce com lábio/palato fissurado, de acordo com o estudo.

Os resultados da pesquisa concluíram que mais de 60% dos bebês com ascendência asiática e 25% dos bebês com ascendência européia tem falta de ambas as cópias do gene, que é chamado de GSTT1.

O autor-condutor da pesquisa, Jeff Murray, M.D., colocou os resultados em perspectiva, “Se uma gestante fuma 15 ou mais cigarros por dia e o feto não tem as cópias operantes do GSTT1, as chances do feto desenvolver uma fissura aumentam em cerca de 20 vezes”.

Quando há a falta do gene, diz o estudo, o bebê é incapaz de remover as toxinas que podem ser transferidas pela placenta quando a mãe fuma.

Os pesquisadores de Iowa e um grupo de pesquisadores da Dinamarca reuniram uma lista de 16 genes diretamente envolvidos na toxicidade da fumaça do cigarro e testaram se variações poderiam afetar desfavoravelmente a capacidade de uma pessoa em barrar os produtos tóxicos.

O grupo usou um banco de dados de 1.244 crianças com fissuras, assim como seus pais e irmãos para compilar 5.000 amostras de DNA. Os dados levantados revelaram que gestantes que fumavam e cujos fetos tinham falta da enzima GSTT1 estavam muito mais predispostas a dar a luz a um recém-nascido com fissura.

“Quando os produtos químicos da fumaça do cigarro desafiam o desenvolvimento normal dessas estruturas,” disse o Prof. Dr. Murray, “os fetos que não tem o gene ficam em clara desvantagem”.

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