Folatos podem interagir com álcool para ajudar a proteger mulheres contra o câncer bucal

Mulheres que consomem dieta rica em folatos, uma vitamina B hidrossolúvel que ocorre naturalmente nos alimentos, podem estar se protegendo contra o desenvolvimento de câncer bucal, mesmo que elas ingiram álcool, segundo um estudo recente.

Alimentos ricos em folatos incluem vegetais de folhas verdes, sucos e frutas cítricas e legumes secos (incluindo feijões e ervilhas). Além disso, muitos alimentos (como pães, cereais, farinhas, fubá, massas e arroz) também são enriquecidos com ácido fólico, uma forma sintética de folato. O folato é essencial para o crescimento celular, para mulheres grávidas e em fase de amamentação, para aquelas que ingerem bebidas alcoólicas e as que têm doença renal ou hepática ou anemia. O uso de álcool e tabaco aumenta acentuadamente o risco de uma pessoa desenvolver câncer bucal. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, o câncer bucal afeta cerca de 34.360 norte-americanos por ano. Calcula-se que 7.550 pessoas (5.180 homens e 2.370 mulheres) tenham morrido desses cânceres em 2007.

Mais de 87.600 mulheres do Estudo de Saúde das Enfermeiras Americanas foram acompanhadas de 1980 a 2006. Durante o período do estudo, 147 casos de câncer bucal foram relatados e confirmados.

Pesquisadores da Universidade de Columbia e Harvard examinaram dados sobre a ingestão de álcool e dieta a partir de questionários de autoavaliação de frequência de alimentos a cada quatro anos. Os cientistas descobriram uma significativa interação entre a ingestão de álcool e folatos. Pessoas com alta ingestão de álcool e baixa ingestão de folatos eram três vezes mais propensas a desenvolver câncer bucal em comparação com as que não bebiam e tinham baixa ingestão de folatos. Os que bebiam e tinham alta ingestão de folatos mostraram um risco reduzido de câncer bucal.

Seu dentista realiza a pesquisa de câncer como parte da rotina de um exame bucal. Check-ups regulares são essenciais para a detecção precoce de condições cancerosas e pré-cancerosas, já que apenas metade de todos os pacientes diagnosticados com câncer bucal sobrevive mais de cinco anos.

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