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Amostras de saliva para detectar câncer, doença cardíaca e diabetes?Os pacientes poderão um dia cuspir em um recipiente em vez de tirar sangue para fazer exames para detecção de câncer, doença cardíaca ou diabetes, dizem os pesquisadores em um artigo publicado online no Journal of Proteome Research. Em um estudo de proteoma salivar, os pesquisadores de cinco instituições (The Scripps Research Institute; Universidade de Rochester; Universidade do Sul da Califórnia; Universidade da Califórnia, São Francisco; e Universidade da Califórnia, Los Angeles) usaram o termo “saliva” para significar secreções da glândula salivar, uma vez que uma teoria emergente afirma que a mistura de proteínas nas secreções da glândula salivar se assemelha muito com aquela do sangue, tornando a saliva um substituto diagnóstico potencial para o sangue. Pesquisadores dirigidos por Paul Denny, PhD, professor de Ciências Diagnósticas na Faculdade de Odontologia da Universidade do Sul da Califórnia, coletaram saliva de 23 adultos de diversas raças e ambos os sexos. Os pesquisadores afirmam que embora pequena, a amostra foi suficiente para servir como uma lista de referência para comparações num futuro próximo entre pessoas saudáveis e pessoas com doenças graves. Usando técnicas de espectrometria de massa, os pesquisadores identificaram 1.166 proteínas na saliva proveniente da glândula parótida e submandibular/sublingual. Verificaram que mais de um terço das proteínas da saliva também eram encontradas no proteoma do sangue. Quando compararam essas proteínas com rotas de proteínas conhecidas e outros proteomas, tiveram uma primeira visualização da função das proteínas centrais. Verificaram também que várias das proteínas salivares coincidiam com proteínas com papéis conhecidos nas doenças de Alzheimer, Huntington e Parkinson; câncer mamário, colo-retal e pancreático; e diabetes tipo 1 e 2. Especificamente, verificaram que a maioria das proteínas era parte de rotas de sinalização, que são centrais à resposta do corpo e, portanto, diagnósticas de doenças sistêmicas. “Os pesquisadores já mostraram que as proteínas da saliva podem ser usadas para detectar o câncer bucal e a infecção por HIV”, diz o co-autor do estudo dr. Mireva Gonzáles Begné, professor assistente de pesquisa de Odontologia no Centro de Biologia Bucal do Centro Médico da Universidade de Rochester. “Acreditamos que essa lista vá se expandir rapidamente para incluir as principais causas de morte como câncer e doença cardíaca que, se detectadas precocemente, apresentam probabilidade muito maior de sucesso no tratamento”. O estudo foi patrocinado por National Institutes of Health e National Institute of Dental and Craniofancial Research.
©2008 Associação Dental Americana. Todos os direitos reservados. Probida qualquer reprodução ou redistribuição sem permissão prévia por escrito da Associação Dental Americana. 05/2008 |

