
A demora na irrupção dos dentes de leite pode significar mais consultas ao dentista
A necessidade de tratamento ortodôntico de uma criança ou adulto jovem pode ser geneticamente determinada antes do nascimento, segundo um estudo recente.
Pesquisadores do Reino Unido e da Finlândia estudaram o desenvolvimento dos dentes de leite em cerca de 6 mil indivíduos para identificar possíveis variantes genéticas associadas com problemas dentais na vida adulta.
O estudo foi publicado no periódico PLoS Genetics.
Os códigos genéticos dos participantes do estudo foram rastreados desde o início da gravidez da mãe até a vida adulta através de dois estudos de grande alcance – o Coorte de Nascimento do Norte Finlandês de 1966 e o Estudo Longitudinal Avon de Pais e Filhos.
Os pesquisadores identificaram cinco genes associados com o aparecimento do primeiro dente de leite e também com o número de dentes que a criança tem com um ano de idade. Observaram também que aqueles que tinham o gene associado com irrupção tardia tinham risco 35% maior de necessitar de tratamento ortodôntico aos 30 anos.
Os autores do estudo observam que as anomalias no desenvolvimento dental são comuns e que a ausência de dentes afeta até 10% das pessoas.
"Essas anomalias contribuem para uma variedade de tratamentos ortodônticos, protéticos e cirúrgicos complicados e caros, e respondem por aproximadamente 6% de todas as consultas odontológicas", dizem os autores. "Estudos adicionais da associação do genoma com processos do desenvolvimento durante a infância podem estabelecer se as determinantes genéticas do desenvolvimento da criança podem contribuir com o estudo de doenças crônicas, como câncer, que ocorrem numa fase mais tardia da vida.”
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3/17/2010
















